Shamballa


SHAMBHALA

Pintura de Nicholas Roerich - Museu Nicholas Roerich de Nova York 

O que é Shamballa? Um lugar? Um Mantra? Uma ideia? Uma profecia? Sim,  Shamballa é tudo isso e mais um pouco. Nas tradições budistas do Tibet e da Índia é reverenciada como “centro místico ou sagrado do mundo”, um lugar real onde residem os Grandes Seres, os Mahatmas, que guiam a humanidade desde o percurso de sua criação.  Como centro sagrado e detentor dos principais segredos de nossa gênese, permanece oculta aos olhos curiosos da humanidade em geral até o dia, numa nova era, onde poderá ser revelada. Está associada à ideia de centro do mundo e sua “lenda” ou história corresponde ao Mito do Paraíso perdido, ao lugar das delícias, da terra onde “jorra leite e mel”. Outras tradições reconheceriam este Centro por outros nomes, como Éden, Wallala, Tule, Salém, Nova Jerusalém ou, simplesmente, a Ilha Branca, que surge eventualmente, além das areias do Deserto Taklamakan, nas profundezas do Gobi,  como uma miragem.

Literalmente, o vocábulo Shamballa tem origem no sânscrito e significa “lugar de paz” ou “lugar de silêncio”. Para os budistas,  é a capital de um Mundo Oculto, intraterreno,  que coexiste com a realidade exterior e cujo acesso, ou Portais, podem ser encontrados no mundo inteiro, muito além do Deserto de Gobi. Helena Blawatski, em algumas de suas obras, como  "Pelas grutas e selvas do Hindustão" e "O País das Montanhas Azuis", faz referência velada à esse centro subterrâneo e às "criptas secretas" que lhes dão acesso. Esses "lugares de acesso" são fortemente guardados por seres de diversas naturezas: Como os Yetis, nos Himalaias, a tribo dos índios Morcego, na Serra do Roncador em Mato Grosso, Brasil, o pássaro Simorgh, no Oriente Médio, Guardiões do Graal,  entre outros. 

Em 1930, o artista e místico russo, Nicholas Roerich, criador da Cultura da Paz e da Bandeira da PAX, escreveu o livro "Shamballa, em busca de uma Nova Era", no qual narra seu encontro com um Lama tibetano que lhe fornece preciosas informações a cerca de Shamballa e seus habitantes.

"Incontáveis são os habitantes de Shamballa. Inúmeras são as forças esplêndidas e originais , bem como as realizações que lá estão sendo preparadas para a humanidade." (p. 16)

O Lama também revela que ocasionalmente o povo de Shamballa surge no mundo para encontrar colaboradores. Em sua passagem costumam ofertar dádivas preciosas e relíquias extraordinárias que servem para lembrar a humanidade sua existência e presença constante. Fala também de seu governante, o misterioso Rigden-Jyepo, que em determinadas épocas surge em corpo humano em alguns locais sagrados, nos quais anuncia suas profecias. Uma das profecias mais importantes atribuidas a Rigden-Jyepo, diz respeito à proximidade de uma "época magnífica" para a qual algumas coisas já estariam sendo manifestadas. Por essa  Nova Era, o "Governante do Mundo" Já estaria pronto para combater.  A configuração dos planetas já revelariam esses dias, nos quais o "fogo cósmico" se aproxima da terra" para juntar-se às forças emanadas da própria terra, de seus "manás" interiores. Diz ainda que muitos cataclismos ocorrerão antes da Nova Era de Prosperidade.

"O fogo subterrâneo procura entrar em contato com o elemento ígneo de Akasha; a menos que todas as forças benéficas conjuguem seu poder, serão inevitáveis os maiores cataclismos"

A mensagem do Governante faz referência à necessidade de união entre as forças do bem, que trabalham pela Vitória da Luz. Essa união, sem precedentes, nos daria a vitória sobre os setores obscuros que tentam impedir a ascensão da humanidade e da Terra. E aí, então, Shamballa poderia revelar-se. 

Um dos importantes ensinamentos oriundos de Shamballa afirma que em cada ser humano, reside o "Guru" que pode ser entendido como o "Eu Sou" ou "Eu Superior". Ao acessar esse estado de consciência, cada homem ou mulher revelará suas possibilidades interiores que só podem ser usadas em ocasiões especiais. Nesse estado de Guru, poderíamos reconhecer e utilizar a a força de locais e relíquias sagrados, indicados pelos Mahatmas e espalhados ao redor do Mundo. Perceberíamos pela aura desses locais e objetos. Por certas montanhas, cavernas, lagos, vulcões e até mesmo áreas que parecem desertas. Também sentiríamos a aura e reverenciaríamos o valor de objetos forjados por metais, pedras preciosas, cristais bem como madeiras extraídas de árvores sagradas. O Lama instrutor de Roerich dá como exemplo a manipulação de um Cetro ou bastão que indica as riquezas subterrâneas da terra. As vibrações que animam o objeto estão todas concentradas no corpo de quem o manipula e desde que esse as conheça e saiba usar com perfeição, o bastão obedecerá no mesmo ritmo. 

Ele fala ainda da Grande Rocha, ou Pedra Chintamani ou Cintamani, sobre a qual estão concentrados grandes poderes. Essa rocha veio do espaço. Sua lenda diz que foi enviado da constelação de Sirius sob o comando do Arcanjo Gabriel. Ao entrar na atmosfera terrestre desfragmentou-se e  pedaços da Rocha foram atirados em diversas partes do mundo. Um dos maiores pedaços encontra-se no Tibet, marcando o caminho de Shambhala, outros fragmentos serviram a diferentes destinos, alguns na confecção de anéis, taças e outros utensílios usados por reis e Grandes Sacerdotes. Diz-se que o próprio Graal foi confeccionado com esta pedra. Pedaços de Chintamani também são vistos incrustados na Pedra da Kaaba, na Cidade de Meca e, mais próximo de nós, no ocidente, um desses fragmentos foi entregue pelo próprio Roerich ao Imperator Fráter Spencer Lewis, da Ordem RosaCruz, Amorc, quando retornou do Oriente e se estabeleceu em Nova York. A pintura abaixo retrata o transporte da pedra sobre um cavalo branco, ainda no Tibet. A pedra encontra-se no interior de uma caixa de madeira que mesmo cerrada não impede que sua aura resplandeça desde o interior.  



Chintamani - O Tesouro do Mundo por Nicholas Roerich




Pequenos fragmentos desta pedra continuam em circulação nos dias de hoje, compondo uma rede imbricada à Rede do Tempo e à Rede Cristalina em ressonância com os Discos Solares que formam um cinturão de luz desde a Antártica. Essas redes guardam as memórias e os padrões conceituais projetados para a construção da Nova Terra.  As chaves para a ativação dessas redes encontram-se em Shamballa e em suas profecias. Os Grandes Mahatmas vêm orientando esse processo ao longo do tempo. A cada Era um nó é desatado e as teias da Matrix, ou os "véus de Isis" vão sendo desfeitos.  Convém lembrar que nesta batalha entre do "joio e do trigo", muitos serão chamados mas poucos escolhidos.


"Não infrinja as leis! Aguarde, em labor ardente, até que o mensageiro de Shamballa venha a seu encontro, cercado de realizações constantes. Aguarde até que a Poderosa Voz, diga, Kalagiya."

Renata B. R. Barreto (Adohra Akya), 2018

Referências:
ADRIÃO, Vitor Manuel - Os Mundos Subterrâneos e a Profecia do Rei do Mundo; 
https://lusophia.wordpress.com/2010/06/17/os-mundos-subterraneos-e-a-profecia-do-rei-do-mundo-por-vitor-manuel-adriao/

ROERICH, Nicholas - Shamballa, em busca de uma Nova Era - Nova Era, RJ

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