A Caminho de Mount Shasta I

Crater Lake, 

21 de setembro de 2018


Procura Meus preceitos na floresta,
Ouve Meu chamado nas montanhas, 
Sê atento ao Meu sussurro no murmúrio da correnteza.
Mas será que esse sussurro é, em verdade, dos homens?
Não, ele é o rugir dos oceanos ou o trovão das alturas.

(Folhas do Jardim de Morya - 325/111)



Começamos o caminho de Mount Shasta, saindo de Eugene, no Oregon em direção ao Parque Nacional na Umpqua National Forest para visitarmos o Crater Lake, Lago da Cratera. O caminho ate lá é uma opção de desvio que acaba sendo muito prazeroso. Percorremos uma estrada linda, montanhosa, que segue proporcionando vistas incríveis. 



Desde que iniciamos nossa viagem na direção do Mount Shasta, céu e Terra se revezaram em revelar belezas e mistérios, desde sinais nas nuvens a orbes luminosas nas florestas. Durante todo o trajeto, entre Eugene até a National Forest, misteriosas formações de nuvens nos acompanharam o tempo todo,  desenhando símbolos que traziam a certeza de que tudo estava bem. O caminho era esse.

Um anjo ou um deva luminoso? 
Nos acompanhou por muitas horas.


Um lótus ou mãos postas em prece?


Orbe de luz entorno do sol. Era gigantesco. 
Não consegui fotografar todo de dentro do carro.



O Crater Lake é um lago situado na caldeira de um vulcão extinto e tem quase 600 m de profundidade e centenas de anos. A ida até lá fez parte de um roteiro místico que terminaria no Mount Shasta, morada do Mestre Saint Germain. Sua extensão e beleza nos deixa simplesmente sem fôlego. A violenta explosão criou uma abertura ou fenda num dos picos mais altos, formando o lago que , por si só , já enche de energia e força a quem o contempla.



É um enorme espaço de riqueza telúrica, que nos conecta às raízes da formação da Terra. Lindo, imenso e impactante. Em contemplação revi muito de minha própria história. As lembranças vão surgindo aos borbotões como uma catarse vulcânica. Fui depositando essas memórias aprisionadas nas águas profundas daquele Lago e agradecendo poder revê-las sem dor, sem revolta e em perfeita gratidão.

A beleza nos cura. A força da natureza também.




No leito dessas águas vulcânicas
Deito minhas memórias de dor, fracasso, revolta, tristeza, cansaço,  desafeto e desesperança,
Deito-as lá para um banho redentor e alquímico,
A transformá-las em luz
Farol para a alma conduzido por suas experiências 
A cada passo de peregrinação.



As antigas tribos indígenas que habitavam a região foram obrigadas a fugir durante a erupção dos vulcões. Foram eles que passaram adiante a medicina do local presente tanto na água do lago como no solo , que ainda guarda as marcas da formações vulcânicas. A vegetação é a mesma que se vê nesse ponto do hemisfério Norte, até o Canadá. 



As pedras que trouxe comigo aquecem  a memória. Trazem de volta a força do local e o testemunho vivo do pacto firmado entre o ego e o Eu Superior -  deixar ir o que não tem mais sentido. O que não tem significado na vida que escolhi viver,  daí por diante, para a quinta dimensão e além.

Renata B. R. Barreto - (Adohra Akia)
Viagem realizada em Setembro de 2018


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